Em bom português,fair-play” significa jogar limpo e respeitar as regras, no fundo ter um comportamento correto e cavalheiresco. Na minha opinião, o dito “fair-play” deve ir ainda além destas noções, deve abranger também o respeito mútuo e a própria a amizade, deve ser um estilo de vida e não apenas um comportamento.

É como eu tento pautar a minha vida, cometendo erros como todo o ser-humano, mas usando o “fair-play” como catalisador das minhas decisões.

Neste momento, em que assumi um desafio importantíssimo ao nível da nossa ilha, esta atitude torna-se ainda mais necessária.

O “fair-play” torna-se especialmente difícil quando nem todos se comportam dentro das regras de tal conceito e, infelizmente,muita gente está até no espectro oposto. Usam tudo ao seu alcance para chegarem a um resultado, doa a quem doer.

Para mim estes comportamentos são inaceitáveis! Mas existem e temos de lidar com eles da melhor forma possível e com o máximo de “fair-play”.

As batalhas tornam-se desiguais quando o uso de táticas como a manipulação, a mentira e o denegrir do outro fazem parte do arsenal. Podem até ser efetivas, mas não ajudam ninguém a não ser os que as usam, e mancham a atividade política e a democracia.

Este não é o primeiro compromisso importante que assumo, mas isso não quer dizer que seja encarado de ânimo leve. Antes pelo contrário, por estar habituado a estas situações é que percebo perfeitamente a magnitude da minha decisão.

Nas lides políticas a falta de transparência, a manipulação e a perversão da verdade são utilizadas de tal modo que muitas pessoas já perderam a fé nos políticos, e ouvimos muitas vezes a frase: “Eles são todos iguais!”.
Eu não me considero melhor que ninguém, nem tenho pretensões de ser o arauto da verdade, mas uma coisa posso garantir aos faialenses: eu vou usar o “fair-play” como princípio orientador da minha campanha eleitoral, e se tudo correr bem, do meu mandato à frente da Câmara da nossa bela ilha.

Entendo que, especialmente num espaço com a dimensão da nossa ilha, a divergência de opiniões pode fazer-se de forma saudável. Temos de nos respeitar mutuamente, de uma forma democrática e civilizada.

É discutindo os assuntos que chegamos a conclusões válidas, e todas as opiniões são bem-vindas desde que sejam bem fundamentadas e verdadeiras.

Como candidato vou ouvir e respeitar todas as opiniões. Venham elas de adversários políticos, grupos de cidadãos eleitores, movimentos de apoio independentes, etc…

Lembro que só com uma “maior participação por parte dos cidadãos na vida política e democrática se permitirá consolidar as bases em que a democracia assenta”.

Para finalizar, faço um apelo a todos para termos uma campanha eleitoral onde impere o respeito e a verdade.

Tal como o magnífico nascer do sol com que somos abençoados, tem de nascer uma nova era na nossa Democracia, uma era de prosperidade, equidade e “fair-play” de todos, para todos”!

Carlos Ferreira