O PCP/Açores defendeu hoje um reforço do Serviço Regional de Saúde com “meios humanos e financeiros adequados” para que “as respostas sejam eficazes” no combate à pandemia, considerando que “não basta definir medidas de contenção”.

“O PCP/Açores tem acompanhado as decisões e medidas tomadas pelo Governo Regional dos Açores no âmbito da pandemia provocada pelo SARS-CoV2. As medidas preventivas e a alocação dos meios do Serviço Regional de Saúde (SRS), sendo indispensáveis para conter a contaminação e circunscrevê-la até ao seu controle, vieram tornar ainda mais visíveis algumas questões estruturais para as quais a nossa intervenção política tem alertado”, diz o partido.

A posição do PCP surge numa nota de imprensa enviada às redações, na qual o partido sustenta que é “tempo de lançar um novo olhar” sobre as medidas do Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP e PPM e, “com coragem, tomar as decisões que as resolvam ou que, pelo menos, minimizem os seus efeitos negativos através de oportunas soluções políticas”.

Para o PCP nos Açores, que deixou de ter representação parlamentar na Assembleia Regional na sequência das eleições regionais de outubro de 2020, o “SRS tem respondido de forma pronta e adequada à pandemia, mas os seus meios foram insuficientes para garantir o seu funcionamento regular no acompanhamento de outras patologias”.

“O PCP defende a necessidade de reforçar o Serviço Regional de Saúde com os meios humanos e financeiros adequados para que as respostas sejam eficazes e possam melhorar a sua capacidade”, sublinham os comunistas.

No entender do partido, “é necessário fazer mais e melhor”, nomeadamente “na definição de um plano alargado de vacinação articulado com as Unidades de Saúde de cada ilha, definindo as prioridades e tornando-as de conhecimento publico”.

Entre o conjunto de medidas para o Serviço Regional de Saúde, o PCP assinala o “reforço das transferências da região”, a “modernização da capacidade de diagnóstico e terapêutica instalada”, a “recuperação de todos os atos clínicos que ficaram em suspenso ou foram adiados”, o “alargamento do número de camas de cuidados continuados e paliativos e a “manutenção de uma reserva de equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde”.

O partido, que é liderado na região por Marco Varela, propõe ainda um “aumento do número de testes” de despiste do novo coronavírus e testes serológicos, e pede que haja um “reforço de técnicos e profissionais na área da saúde pública, em particular o dos profissionais de saúde”.

De acordo com os mais recentes dados, do boletim emitido segunda-feira pela Autoridade de Saúde dos Açores, o arquipélago contam com 586 casos ativos de covid-19, sendo 538 em São Miguel, 34 na Terceira, dois no Pico, 10 no Faial, um nas Flores e um no Corvo.

Foram detetados até hoje na região 3.425 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19, verificando-se 23 óbitos e 2.716 recuperações.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados