O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu hoje existirem condições para o “entendimento frutuoso” que levou à formação do executivo se manter, mas alertou para as “tentativas” de o denegrir, que devem ser combatidas.

“Há todas as condições para, com honra e sentido de responsabilidade e empenho, garantirmos este entendimento frutuoso. (…) Temos de ser resilientes às tentativas de denegrir este acordo”, considerou José Manuel Bolieiro.

O chefe do executivo formado por PSD, CDS e PPM, e viabilizado no parlamento por Chega e Iniciativa Liberal, falava aos jornalistas depois de se reunir com o presidente do Chega, André Ventura.

Ventura mostrou-se satisfeito por, nos Açores, não haver “nem cordões sanitários nem diabolização mútua” entre o seu partido e o PSD, que lidera a região.

“É uma solução que me deixa satisfeito para o futuro e me dá garantias de estabilidade”, disse ainda Ventura, abordando o atual executivo açoriano.

O PS perdeu em outubro, nas legislativas regionais, a maioria absoluta que detinha há 20 anos nos Açores, elegendo 25 deputados.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação.

A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e com o Iniciativa Liberal, somando assim o número suficiente de deputados para atingir uma maioria absoluta (29).

Lusa/Rádio Faial | Foto: Eduardo Costa/Lusa